Clássicos da literatura: 11 livros que você tem que ler

Oii,

Falo muito sobre livros dos mais diversos temas, faço resenhas, indico, dou a minha opinião sincera… mas, e os clássicos da nossa literatura? Aqueles que estão nas listas do vestibular e muitas vezes só são lidos para esse fim?

Costumo dizer que para o leitor ser de fato um leitor, não pode só ler ficção, romances modinha e sagas épicas. É preciso conhecer a literatura do seu país e, nem que seja para o vestibular, ler os livros escritos por gênios da literatura. Por isso, fiz uma listinha com 11 títulos, 10 deles de autores brasileiros e um de um autor israelense, que decidi adicionar a lista por ser de uma profundidade maravilhosa.

ps: desde já peço desculpa, mas o post vai ser longo porque vou colocar a sinopse de cada livro citado.

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UM CERTO CAPITÃO RODRIGO – ERICO VERISSIMO: Quando Rodrigo Cambará surge no povoado de Santa Fé, em outubro de 1828 – a cavalo, chapéu caído na nuca, cabeleira ao vento, violão a tiracolo -, parece chamar encrenca. Com a patente de capitão, obtida no combate com os castelhanos, é apreciador da cachaça, das cartas e das mulheres. Homem de espírito livre, não combina com os habitantes pacatos do local, mantidos no cabresto pelo despótico coronel Ricardo Amaral Neto. Mas depois de conhecer Bibiana Terra, nada convence Rodrigo a arredar o pé da aldeia. Nem a aspereza de Pedro, pai de Bibiana, nem a zanga do coronel, que não vê com bons olhos os modos do capitão. Nem mesmo o fato de a moça ser cortejada por Bento Amaral, filho de Ricardo. Voluntariosa, Bibiana desconfia das intenções do forasteiro. Rodrigo, porém, está apaixonado, e quer casar-se. Como ele mesmo diz, não tem medidas, ‘é oito ou oitenta’. Para o capitão Cambará, é matar ou morrer, num descomedimento que sugere o descortinar de uma crise anunciada. Extrato da trilogia ‘O tempo e o vento’, ‘Um certo capitão Rodrigo’ mescla à ficção fatos da história brasileira, como a Revolução Farroupilha.

DOM CASMURRO – MACHADO DE ASSIS: Bentinho e Capitu são criados juntos e se apaixonam na adolescência. Mas a mãe dele, por força de uma promessa, decide enviá-lo ao seminário para que se torne padre. Lá o garoto conhece Escobar, de quem fica amigo íntimo. Algum tempo depois, tanto um como outro deixam a vida eclesiástica e se casam. Escobar com Sancha, e Bentinho com Capitu. Os dois casais vivem tranquilamente até a morte de Escobar, quando Bentinho começa a desconfiar da fidelidade de sua esposa e percebe a assombrosa semelhança do filho Ezequiel com o ex-companheiro de seminário.

DE REPENTE, NAS PROFUNDEZAS DO BOSQUE – AMÓS OZ: Esta fábula tem muito a dizer sobre os grandes temas de nossa época, como a intolerância, a discriminação e a difícil convivência dos homens entre si e com a natureza. É uma exaltação ao poder do conhecimento, da independência de espírito e da ética pessoal.

IRACEMA – JOSÉ DE ALENCAR: O livro narra a história da índia Iracema, a virgem dos lábios de mel, que se apaixona pelo português Martim, inimigo de seu povo. Na trama passada no início do século XVII, o amor proibido de Iracema é uma alegoria do processo de colonização do Brasil pelos europeus.

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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – MACHADO DE ASSIS: Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira – ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo. Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre de Memórias póstumas, misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. Com o tempo, no entanto, o defunto autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver tornou-se um dos personagens mais populares da nossa literatura. Sua história, uma celebração do nada que foi sua vida, foi transformada em filmes, peças e HQs, e teve incontáveis edições no Brasil e no mundo, conquistando admiradores que vão de Susan Sontag a Woody Allen. Esta edição reproduz o prólogo do próprio autor à terceira edição do livro, em que ele responde às dúvidas dos primeiros leitores. Traz ainda prefácio de Hélio de Seixas Guimarães e estabelecimento de texto e notas de Marta de Senna, cocriadora e editora da revista eletrônica Machado de Assis em Linha, e Marcelo Diego, pesquisador da obra de Machado na Universidade Princeton.

BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA – ALCÂNTARA MACHADO: Nesta obra, Antônio de Alcântara Machado é o condutor de narrativas que levam o leitor à cidade de São Paulo do início do século. Carregado de frases populares e expressões em italiano, esses contos criticam fatos e pessoas, visando retratar, com bom humor, toda uma época.

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS – MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA: Publicado em 1854, ‘Memórias de um sargento de milícias’ foi escrito em uma época em que a ficção de folhetins era sinônimo de idealização romântica, Manuel Antônio de Almeida rompeu o ciclo de heróis e heroínas e suas aventuras amorosas para narrar o cotidiano das classes populares, suas desventuras e seu anti-herói por excelência; o malandro. Leonardo, seu protagonista, nada tem em comum com os heróis românticos da época. Desde muito cedo deu as costas para a vida acadêmica e religiosa para desfrutar do ócio. Não sofre remorsos nem dores de amor, e quando é feito sargento se identifica mais com a malandragem do que com as forças da ordem. Com sua narrativa centrada nos homens livres, mas despossuídos, do Brasil dos tempos de D. João VI, este romance oferece um panorama do modo de vida e da moralidade adaptável de um país ainda em construção.

VIDAS SECAS – GRACILIANO RAMOS: Em ‘Vidas Secas’, os personagens são impulsionados pela seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

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AS MENINAS – LYGIA FAGUNDES TELES: Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. ‘As Meninas’ colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas.

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – LIMA BARRETO: Este romance narra o destino tragicômico de um homem tomado pelo patriotismo ingênuo, lutando contra a corrupção dos políticos. O livro tem como personagem principal o Major Policarpo Quaresma, figura nacionalista que faz duras críticas ao presidente Floriano Peixoto. Policarpo encarna o ideal romântico do nacionalismo tardio, ao passo que Floriano Peixoto representa o poder facilmente mantido pela força, não tanto pela suficiência da força, mas pela inoperância da resistência.

O CORTIÇO – ALUÍSIO AZEVEDO: ‘O Cortiço’ é a síntese do Naturalismo brasileiro, sua melhor e mais acabada expressão. A obra recria a realidade dos agrupamentos humanos sujeitos à influência da raça, do meio e do momento histórico. O predomínio dos instintos no comportamento do indivíduo, a força da sensualidade da mulher mestiça, o meio como fator determinante do comportamento são algumas das teses naturalistas defendidas pelo autor ao lado de fortes denúncias sociais. O protagonista do romance é o próprio cortiço, onde se acotovelam lavadeiras, trabalhadores de pedreira, malandros e viúvas pobres.

Esses são os clássicos que eu já li. Na minha época, esses eram os livros obrigatórios para o vestibular. Atualmente a lista é outra, nem todos os livros citados são obrigatórios, mas com toda certeza merecem ser lidos ao menos uma vez na vida.

A quem possa interessar, os livros obrigatórios da Fuvest 2016, por exemplo, são: Viagens na Minha Terra – Almeida Garrett, Til – José de Alencar, Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida, Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis, O Cortiço – Aluísio Azevedo, A Cidade e as Serras – Eça de Queirós, Vidas Secas – Graciliano Ramos, Capitães da Areia – Jorge Amado, Sentimento do Mundo – Carlos Drummond de Andrade.

Não perca tempo, compre ou baixe o e-book para já ir se preparando para o vestibular e se preparar mais para a “profissão leitor”. Quem já leu algum desses, me conta o que achou nos comentários 🙂

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